O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) deu início à construção de uma política institucional para orientar o uso da inteligência artificial (IA) em todo o Sistema CFC/CRCs. A proposta busca conciliar inovação, eficiência e segurança no tratamento de dados e começou a ser discutida durante reunião de alinhamento estratégico entre vice-presidências e áreas técnicas, realizada em 25 de junho. O encontro contou com a participação dos vice-presidentes de Governança e Gestão Estratégica, Haroldo Santos Filho; de Administração, Weberth Fernandes; e de Inovação e Tecnologia, Márcio Schuch.
Na pauta, temas como otimização do orçamento, acompanhamento de contratações de TI, adesão ao Código do Sistema de Finanças e Orçamento por IA, entre outros. Para o vice-presidente de Governança e Gestão Estratégica, Haroldo Santos Filho, a adoção da inteligência artificial exige equilíbrio entre inovação e segurança.
“Hoje, o mundo corporativo e a área pública não podem mais prescindir do uso de tecnologia de inteligência artificial generativa. É altamente indicado que você use a IA para aperfeiçoar seus processos. Por outro lado, você tem que tomar muito cuidado, porque é uma porta de entrada e de divulgação, muitas vezes, de forma inadvertida e arriscada, de dados sensíveis da instituição”, explicou Haroldo Santos Filho.
Segundo o vice-presidente, a construção de uma política institucional permitirá estabelecer padrões comuns para todo o Sistema CFC/CRCs, reduzindo riscos e promovendo uma utilização mais eficiente da tecnologia.
A discussão acompanha o crescimento do uso da IA na administração pública e nas organizações em geral. Nesse cenário, a definição de diretrizes institucionais contribui para ampliar a segurança da informação, preservar dados sensíveis, fortalecer a governança e incentivar a inovação de forma responsável. A proposta seguirá em discussão entre as áreas técnicas e as vice-presidências até a consolidação das diretrizes que orientarão sua implementação no âmbito do Sistema CFC/CRCs.
Com informações do CFC.
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