RESUMO: A Comissão CRCPR Mulher promoverá, em 26 de outubro, o evento “Outubro Rosa: Cuidar de Si em Todas as Fases da Vida”, com foco na conscientização sobre a saúde feminina, prevenção do câncer de mama, menopausa e qualidade de vida. Transmitido pela TV CRCPR, o encontro reunirá especialistas para debater informação, acolhimento e autocuidado, além de apresentar a atuação da Rede Feminina de Combate ao Câncer.
Com programação pensada para discutir menopausa, conhecimento, prevenção e bem-estar, o evento “Outubro Rosa: Cuidar de Si em Todas as Fases da Vida" será transmitido em 26 de outubro, às 14h, na TV CRCPR. O encontro é promovido pela Comissão CRCPR Mulher e alusivo à campanha Outubro Rosa, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acesso à informação para a promoção da saúde feminina. Entre as palestrantes, está Janaína Mantovani, gestora institucional da Rede Feminina de Combate ao Câncer, instituição que também será abordada durante a palestra.
Para participar, inscreva-se aqui!
Mantovani é graduada em Gestão de Organizações do Terceiro Setor e em Secretariado Executivo Trilíngue e possui pós-graduação em Administração e Marketing. Na Rede Feminina de Combate ao Câncer, a palestrante atua nas áreas de terceiro setor, mobilização de recursos, gestão de projetos e sustentabilidade organizacional.
Com mediação de Sirlene Siqueira Alves, coordenadora da Comissão CRCPR Mulher, o evento discutirá temas como as principais mudanças físicas hormonais e emocionais provocadas pela menopausa; hábitos que fazem a diferença na qualidade de vida; informação e conscientização para o cuidado precoce; câncer de mama, acolhimento da mulher; além do papel e da atuação da Rede Feminina de Combate ao Câncer e o funcionamento da instituição.
Confira, a seguir, entrevista com a palestrante Janaína Mantovani, que abordou conscientização, prevenção e saúde feminina:
CRCPR Online: Como o Outubro Rosa pode contribuir para ampliar a conscientização sobre o câncer de mama e, ao mesmo tempo, incentivar um olhar mais amplo para a saúde da mulher?
Janaina Mantovani (JM): O Outubro Rosa tem um papel muito importante porque transforma o câncer de mama em um assunto que precisa ser falado, discutido e compreendido por toda a sociedade. No entanto, acredito que essa conversa não pode se limitar ao câncer, mas sim nos fazer olhar para a mulher de forma integral. Falar de saúde da mulher é falar de prevenção, de acesso à informação e aos serviços de saúde e também de saúde emocional, de autoestima, de qualidade de vida, de alimentação, de atividade física e da importância de se conhecer o próprio corpo e estar atenta aos sinais. Na Rede Feminina de Combate ao Câncer, acreditamos que devemos cuidar da pessoa, e não apenas da doença. Por isso, o Outubro Rosa é uma oportunidade de reforçar que prevenção e cuidado precisam fazer parte da vida da mulher durante todo o ano, e não somente durante o mês de outubro. Mais do que vestir rosa, precisamos vestir a causa de informação, acolhimento e atitude. Porque quando uma mulher tem acesso à informação e ao cuidado, ela se torna protagonista da própria saúde.
"Quando uma mulher tem acesso à informação e ao cuidado, ela se torna protagonista da própria saúde", afirmou Janaina Mantovani
CRCPR Online: O que ainda precisa ser desconstruído para que câncer, prevenção e saúde feminina deixem de ser um assunto cercado por medo e tabus?
JM: A ideia de que falar sobre câncer é falar apenas sobre medo, sofrimento e morte. O câncer precisa ser tratado com seriedade, mas também com informação, acolhimento, esperança e respeito. Muitas vezes, o medo faz com que a mulher adie uma consulta, deixe de realizar um exame ou evite falar sobre determinados sintomas. E o silêncio não protege. Informação, sim. Também precisamos desconstruir alguns tabus relacionados ao corpo feminino e entender que cuidar da própria saúde não deve ser motivo de vergonha, constrangimento ou culpa. A mulher precisa se sentir segura para perguntar, buscar atendimento, falar sobre o que está sentindo e procurar ajuda quando necessário. Existe ainda uma desconstrução muito importante: a de que prevenção é responsabilidade exclusiva da mulher. A saúde feminina é uma responsabilidade de toda a sociedade. Precisamos de famílias, empresas, escolas, serviços de saúde, poder público e organizações sociais envolvidos nessa conversa. Quando conseguimos substituir o medo pela informação e o silêncio pelo diálogo, criamos um ambiente em que a mulher se sente mais preparada para cuidar de si. E é isso que o Outubro Rosa precisa deixar como legado, não apenas uma campanha durante um mês, mas uma mudança de comportamento e uma cultura de cuidado que permaneça durante todo o ano.
Outubro Rosa reforça a importância da prevenção
Realizado anualmente, o Outubro Rosa é um movimento de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. No Brasil, a doença é o segundo tipo de câncer que mais acomete mulheres, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. A campanha busca ampliar o acesso à informação e estimular o cuidado com a saúde, reforçando a importância do acompanhamento médico e da atenção aos sinais e às alterações do próprio corpo. O diagnóstico precoce pode contribuir para melhores possibilidades de tratamento.
Nesse sentido, o período também representa uma oportunidade para refletir sobre a importância de não deixar a saúde em segundo plano diante das demandas profissionais e pessoais. Reservar tempo para o autocuidado, manter os acompanhamentos de saúde em dia e buscar informações confiáveis são atitudes que contribuem para uma vida mais saudável e para a identificação precoce de possíveis alterações.
A prevenção do câncer de mama está relacionada à redução da exposição a fatores de risco modificáveis e à adoção de hábitos saudáveis. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), novos casos podem ser evitados com medidas como a prática regular de atividade física, a manutenção do peso corporal adequado, a redução do consumo de bebidas alcoólicas e a amamentação. Além das escolhas individuais, ações de promoção da saúde e o acesso à informação são fundamentais para estimular práticas de prevenção e ampliar o cuidado com a saúde da mulher.
A atenção às mamas e o diagnóstico precoce também são importantes para o enfrentamento da doença. Nódulos, alterações no formato ou tamanho da mama, mudanças na pele, retração do mamilo e saída espontânea de líquido estão entre os sinais que devem ser avaliados por um profissional de saúde. O INCA orienta que as mulheres estejam atentas a alterações que não sejam habituais, procurando atendimento caso elas persistam. Para a detecção precoce, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos, mesmo na ausência de sinais ou sintomas.
Saiba mais sobre o Outubro Rosa em: