RESUMO: O ISSB abriu consulta pública sobre propostas de divulgações relacionadas à natureza, com prazo para contribuições até 19 de fevereiro de 2027. A iniciativa busca orientar empresas na comunicação de riscos e oportunidades ambientais relevantes aos investidores, promovendo maior qualidade e comparabilidade das informações de sustentabilidade. As propostas reforçam a integração entre aspectos ambientais, financeiros e de governança.
O Conselho Internacional de Padrões de Sustentabilidade (ISSB) solicita contribuições sobre suas propostas de divulgações relacionadas à natureza, com prazo até 19 de fevereiro de 2027. As iniciativas foram desenvolvidas para auxiliar as empresas a fornecer informações aos investidores sobre riscos e oportunidades relacionados ao meio ambiente.
As empresas que aplicam a Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS S1) Requisitos Gerais para Divulgação de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, padrão fundamental do ISSB, já são obrigadas a divulgar informações materiais sobre riscos e oportunidades de sustentabilidade que possam afetar suas perspectivas, incluindo os relacionados à natureza. Nesse contexto, o projeto busca orientar as organizações sobre como apresentar essas informações, contribuindo para melhorar a qualidade e a comparabilidade global das divulgações financeiras relacionadas ao tema.
Em alinhamento com seus padrões existentes, o ISSB propõe uma abordagem que evita relatórios isolados, permitindo que os investidores compreendam as conexões entre os riscos e as oportunidades relacionados à natureza, os demais aspectos da sustentabilidade, incluindo o clima, e as informações apresentadas nas demonstrações financeiras.
Para desenvolver as propostas, o Conselho também se baseou no trabalho da Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza (TNFD). Entre os aspectos considerados, estão a importância da localização e das interações com Povos Indígenas, comunidades locais e outras partes interessadas na elaboração das divulgações.
As propostas foram apresentadas na forma de uma Declaração de Prática, documento independente da Fundação IFRS, sujeito ao seu processo formal de elaboração de normas. Em termos de conteúdo e redação, não há diferença entre uma Declaração de Prática e um padrão. A principal distinção é que a adoção desse documento não é obrigatória para que uma empresa declare conformidade com os padrões do ISSB.
Além de receber contribuições sobre o conteúdo das propostas, o ISSB solicita opiniões sobre a possibilidade de finalizar a Declaração de Prática ou publicar as orientações relacionadas à natureza em outro formato, como um padrão. Durante o desenvolvimento das propostas, a instituição também buscou garantir que empresas que optem por aplicar, ou precisem aplicar, as normas da Iniciativa Global de Relatórios (GRI) ou as Normas Europeias de Relatórios de Sustentabilidade (ESRS), em conjunto com uma Declaração de Prática de Sustentabilidade IFRS, possam fazê-lo de maneira eficiente.
Fonte: IFRS Foundation
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