Em 2026, o Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR) retoma a Imersão em Normas Contábeis e ESG, iniciativa voltada a preparar os profissionais da contabilidade para atuar em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico, complexo e orientado por critérios de transparência, sustentabilidade e conformidade normativa. Como parte da estratégia de interiorização da capacitação profissional, as novas edições do encontro estão confirmadas para o dia 18 de junho, em Campo Mourão, e para 13 de agosto, em Londrina.
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O retorno da Imersão foi anunciada pela vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRCPR, Ariane Yumi, em entrevista para o CRCPR Online, na qual destacou a importância do evento diante das transformações regulatórias, tecnológicas e socioambientais que impactam a atuação contábil. Segundo ela, a proposta é oferecer aos participantes uma visão atualizada e aplicada das normas contábeis, aliada às demandas crescentes relacionadas à agenda ESG (ambiental, social e de governança). O evento, que já integrou o calendário do CRCPR em anos anteriores, passando por cidades como Cascavel, Francisco Beltrão, Maringá e Ponta Grossa, tem uma abordagem estratégica, oferecendo análises aprofundadas e insights práticos que apoiam a tomada de decisões contábeis e gerenciais.
Durante os encontros, são discutidos temas como Ativo Biológico, Produto Agrícola e a aplicação do método do valor justo; os impactos do CBPS 1 na contabilidade, a partir da agenda ESG e das divulgações de informações financeiras; as mudanças introduzidas pelo CBPS 2 na mensuração de ativos e provisões; e a aplicação do impairment, com foco na redução ao valor recuperável de ativos.
Confira a seguir, entrevista com a vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRCPR, Ariane Yumi
CRCPR Online: Como avalia a retomada da Imersão em Normas Contábeis e ESG e qual é a relevância do evento para o desenvolvimento técnico e estratégico da profissão contábil no Paraná?
Ariane Yumi (AY): A retomada desse programa é não apenas oportuna, mas necessária. Em um cenário de crescente exigência por transparência, governança e sustentabilidade, essa iniciativa do CRCPR recoloca a contabilidade paranaense na vanguarda do pensamento técnico estratégico. O evento é relevante porque possibilita a transformação do profissional contábil de mero executor de obrigações acessórias em agente de criação de valor, apto a orientar negócios sob a lente ESG, uma competência essencial para a contabilidade do futuro.
CRCPR Online: Considerando a economia paranaense descentralizada, qual é a importância de levar debates sobre normas contábeis e ESG para além dos grandes centros urbanos?
AY: Levar esse conteúdo presencialmente ao interior significa democratizar o conhecimento estratégico onde ele mais gera impacto: nos polos agroindustriais, cooperativas e médias empresas que movimentam a economia paranaense. A descentralização fortalece ecossistemas regionais, reduz assimetrias técnicas e assegura que profissionais de todas as macrorregiões estejam igualmente preparados para os novos padrões de mercado, promovendo desenvolvimento equilibrado e coeso no estado.
CRCPR Online: Por que o modelo presencial é especialmente relevante nesse caso?
AY: É essencial porque o debate sobre normas contábeis e ESG exige mais do que conteúdo técnico: demanda troca de experiências, construção coletiva de interpretações e o fortalecimento da comunidade profissional. A presença física gera valor, estimula o networking qualificado, a imersão sem distrações e o engajamento ativo, elementos que uma transmissão remota dificilmente reproduz com a mesma intensidade e qualidade.
CRCPR Online: De que forma a Imersão em Normas Contábeis e ESG contribui para preparar os profissionais contábeis para os desafios atuais do mercado e para reforçar o papel estratégico da contabilidade na sociedade?
AY: Este evento, e todas as possibilidades que ele traz consigo, conectam a técnica ao propósito. Ao integrar as normas contábeis com a sustentabilidade, oferecemos ao profissional técnicas para mensurar, reportar e assegurar informações não financeiras, hoje tão relevantes quanto as patrimoniais. Mais do que isso, a iniciativa reposiciona a contabilidade como linguagem comum entre negócios, sociedade e meio ambiente, elevando o contabilista à condição de conselheiro estratégico para a construção de um desenvolvimento econômico mais justo, transparente e duradouro.
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