Brasília sediou, no dia 11 de março, o Brazil PAO Summit 2026, evento que debate temas que as organizações da comunidade contábil internacional discutem, essencialmente em torno de chegarem a soluções que fortaleçam a profissão contábil nos países. Um dos painéis da programação foi “O Papel da Contabilidade na Governança contra Crimes Financeiros e Corrupção”.
O painel reuniu representantes de três organizações membros da União dos Contabilistas e Auditores de Língua Portuguesa (UCALP). No palco, a vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Sandra Campos, e a presidente da Ordem dos Contabilistas e dos Peritos Contabilistas de Angola (OCPCA), Cristina Silvestre, dialogaram sobre diferentes problemáticas e ações institucionais de combate à lavagem de dinheiro, prática conhecida como “branqueamento”, na Angola e em outros países de língua portuguesa. Virgílio Macedo, presidente da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas de Portugal (OROC), atuou como mediador.
Entre os temas abordados, destacam-se a legislação do Brasil e de Angola no tratamento dos crimes financeiros, bem como a forma como o CFC e a OCPCA orientam e fiscalizam os profissionais registrados quanto às práticas criminosas que exigem o envolvimento de contadores para ocorrer. Entre as ações, elas mencionaram a constante atualização das entidades, o investimento em atividades de educação continuada e a preparação de materiais educativos direcionados para os profissionais.
"Sendo órgãos de fiscalização e de controle, estamos sempre correndo atrás de informações sobre como os criminosos atuam, para alertarmos os profissionais. O crime se instala e nós vamos lá entender, e estabelecer medidas para mitigar os efeitos, para combater e punir contadores que se utilizem da profissão para envolvimento em práticas criminosas”, explicou Campos.
“O contador não é simplesmente um executor das Ciências Contábeis, mas um profissional que defende a confiança pública, e dessa forma deve agir sob responsabilidade ética e legal”, defendeu Virgílio.
“Como parte da UCALP, é importante nossas organizações seguirem a mesma linha de combate à corrupção, pois todo cuidado é pouco no quesito do tratamento da informação financeira das empresas", concluiu Silvestre.
Com informações do CFC.
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