RESUMO: A modernização dos registros empresariais e o intensificação do combate a crimes financeiros pautaram reunião nacional de Juntas Comerciais realizada em Brasília. O encontro reuniu dirigentes, representantes do governo federal e instituições, com participação do CFC, para discutir melhorias no ambiente de negócios e na integridade das atividades econômicas. Os debates destacaram a importância da integração institucional e o papel estratégico dos profissionais da contabilidade diante da digitalização e das novas demandas do setor.
A melhoria do ambiente de negócios, a modernização dos registros empresariais e o combate aos crimes financeiros estiveram no centro dos debates da Reunião Mensal dos Presidentes das Juntas Comerciais, realizada no dia 17 de junho, em Brasília. O encontro reuniu dirigentes de todo o país, representantes do governo federal e instituições parceiras. Participaram o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Joaquim Bezerra; o secretário nacional de Ambiente de Negócios do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Maurício Juvenal; o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; além de presidentes de Juntas Comerciais e representantes de instituições parceiras.
Em sua fala, Joaquim Bezerra afirmou que a rotina da profissão exige interlocução constante com órgãos como as Juntas Comerciais, a Receita Federal, as administrações tributárias, os cartórios e a Previdência Social. Segundo ele, a qualidade dessa articulação influencia diretamente a abertura de empresas, a regularidade dos negócios e a segurança dos investimentos. “Não há como nós conduzirmos a execução da nossa profissão sem efetivamente uma aliança estratégica com as Juntas Comerciais”, disse.
Joaquim Bezerra também destacou mudanças no perfil da profissão contábil. Em sua avaliação, a automação de processos e o avanço da inteligência artificial ampliam a demanda por profissionais capazes de atuar em áreas estratégicas relacionadas à gestão, à análise de dados, à Reforma Tributária e à atração de investimentos. Durante a reunião, participantes destacaram os avanços obtidos pelas Juntas Comerciais na digitalização de serviços e na redução do tempo necessário para abertura de empresas.
Integridade e combate aos crimes financeiros
Outro tema debatido foi o uso de estruturas empresariais por organizações criminosas para ocultação de recursos e movimentações financeiras ilícitas. A pauta foi aprofundada pelo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, que reiterou a necessidade de maior integração entre as instituições responsáveis pelos registros empresariais e os órgãos de controle e de investigação. Segundo o secretário, a rapidez e a eficiência alcançadas pelos sistemas de registro empresarial exigem mecanismos capazes de identificar usos indevidos dessas estruturas por grupos criminosos. Nesse sentido, Chico Lucas informou que a Secretaria Nacional de Segurança Pública vem ampliando o cruzamento de dados e pretende avançar na cooperação com as Juntas Comerciais e com os profissionais da contabilidade.
Com informações do CFC.
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