O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) participou, na manhã do dia 9 de abril, de uma reunião no Ministério da Justiça voltada à discussão de estratégias de prevenção à lavagem de dinheiro. O encontro teve como foco ampliar a contribuição técnica da contabilidade no enfrentamento a ilícitos financeiros e fortalecer a confiabilidade das informações que embasam decisões públicas e privadas no país.
Estiveram presentes o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; o presidente do CFC, Joaquim Bezerra; a vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina do CFC, Sandra Campos; e o chefe da Procuradoria Jurídica do CFC, Rodrigo Magalhães. As discussões ressaltaram a importância da contabilidade na identificação de irregularidades e na produção de dados confiáveis, considerados essenciais para a confiança da sociedade.
Durante a reunião, Joaquim Bezerra destacou que a contabilidade exerce papel central no fortalecimento da confiança pública. Segundo ele, práticas como corrupção e crime abalam essa confiança, e cabe à contabilidade contribuir para sua reconstrução por meio de informações técnicas e qualificadas. O presidente também afirmou que o controle do exercício profissional reduz a ocorrência de ilícitos, ao dificultar o uso de empresas irregulares para lavagem de dinheiro.
“Se eu retiro o profissional irregular do sistema, eu dificulto a abertura de empresas usadas para lavar dinheiro”, declarou Bezerra.
A vice-presidente Sandra Campos enfatizou o caráter preventivo da atuação contábil, baseada na análise criteriosa de informações e na identificação de indícios de irregularidades, sempre dentro dos limites legais da profissão. Para ela, a prevenção passa pelo cumprimento rigoroso das normas e pela qualificação contínua dos profissionais.
“Não podemos aceitar que, por falta de conhecimento e de informação, ele seja envolvido no crime, como um inocente útil, como um instrumento da bandidagem. Vamos trabalhar fortemente na capacitação e na valorização do nosso profissional”, afirmou a vice-presidente Sandra Campos.
A agenda também avançou na proposta de cooperação entre o CFC e os órgãos de segurança pública, com foco na participação da contabilidade em estruturas de inteligência e no intercâmbio de informações. Para o secretário Chico Lucas, o combate ao crime organizado exige integração entre análise técnica e ação institucional. Ele destacou ainda o desafio da gestão de bilhões de reais em bens apreendidos, que precisam ser organizados e devolvidos à sociedade. A reunião reafirma a contabilidade como instrumento técnico e estratégico no enfrentamento ao crime financeiro e na proteção do interesse público.
Fonte: CFC
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