O programa “Contador Amigo da Cidade” busca estimular a participação ativa dos contadores na destinação do Imposto de Renda (IR). A ação, desenvolvida a partir da parceria entre a Prefeitura Municipal de Curitiba (PMC) e o Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR), instituiu um sistema de selos (Bronze, Prata e Ouro) que valoriza o engajamento destes profissionais conforme o número de destinações.
O contador desempenha um papel fundamental como agente de transformação social, orientando seus clientes sobre a possibilidade de destinar parte do imposto devido aos Fundos Municipais da Criança/Adolescente e da Pessoa Idosa (FIA e FMPI) e para as Organizações da Sociedade Civil (OSC).
Saiba mais sobre a campanha "Contador Amigo da Cidade"!
Nesta entrevista, Carlos Eduardo Pijak Jr, secretário municipal de Desenvolvimento Humano de Curitiba, abordou a importância da campanha "Contador Amigo da Cidade"
CRCPR Online: Qual é a importância da campanha para fortalecer a cultura de responsabilidade social em Curitiba, e de que forma pode promover mudanças na sociedade?
Carlos Pijak Jr (CPJ): A campanha nasce de uma ideia simples, mas profundamente transformadora: mostrar que cada decisão pode mudar destinos. Quando um contador orienta corretamente seu cliente, ele não está apenas preenchendo uma declaração — ele está ajudando a direcionar recursos que podem transformar a vida de crianças, adolescentes e idosos. O grande valor da iniciativa está em despertar consciência. Muitos ainda não sabem que é possível destinar parte do imposto devido para projetos sociais, sem pagar nada a mais por isso. Ao tornar essa informação acessível, a campanha cria uma corrente do bem, na qual conhecimento vira ação e ação vira impacto real na vida das pessoas. E é aí que mora a força dessa mobilização: ela aproxima o cidadão das soluções sociais da própria cidade. O recurso deixa de ser distante e passa a ser concreto, visível, humano. É a possibilidade de olhar para Curitiba e dizer: “eu ajudei a construir isso”.
CRCPR Online: Como os contadores que desejam aderir à campanha podem participar e de que maneira a PMC fomentará a visibilidade e o reconhecimento destes profissionais contábeis?
CPJ: Os contadores são protagonistas dessa transformação. A participação começa com algo essencial: orientar seus clientes sobre a destinação do IR mostrando que até 6% do valor devido pode ser direcionado aos fundos municipais que financiam projetos sociais. Mas a campanha vai além da orientação técnica — ela valoriza quem faz a diferença. A Prefeitura, em parceria com o CRCPR, reconhece esses profissionais por meio do Selo Contador Amigo da Cidade, com categorias que destacam o volume de destinações realizadas. Esse reconhecimento não é apenas simbólico. Ele dá visibilidade, fortalece a reputação profissional e mostra para a sociedade quem está comprometido com algo maior. É transformar o contador em agente de impacto social, alguém que não apenas trabalha com números, mas que ajuda a escrever histórias de transformação.
CRCPR Online: Como este programa pode inspirar outras cidades a desenvolver iniciativas que integrem contabilidade, cidadania e responsabilidade social, fortalecendo uma cultura de compromisso com a comunidade?
CPJ: Esse programa mostra que grandes mudanças não dependem apenas de grandes estruturas — dependem de conexão, propósito e mobilização. Curitiba está construindo um modelo inspirador ao unir poder público, profissionais da contabilidade e sociedade em torno de um mesmo objetivo: fazer com que recursos que já existem cheguem aonde realmente são necessários, com mais rapidez e impacto. O mais inspirador é o sonho que está por trás disso: sair de uma pequena parcela de destinação e alcançar todo o potencial possível, ampliando significativamente os recursos para projetos sociais. Hoje já são milhões destinados, mas ainda existe um potencial muito maior a ser alcançado. Quando outras cidades olham para esse movimento, percebem que não se trata apenas de arrecadação — trata-se de esperança organizada. É a prova de que, quando diferentes setores se unem, é possível transformar impostos em oportunidades, números em dignidade e burocracia em cuidado com as pessoas. No fundo, é sobre isso: sonhar grande. Sonhar com uma cidade onde mais recursos chegam a quem precisa, onde mais vidas são impactadas e onde cada profissional entende que pode ser parte dessa transformação.
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