CRCPR Smart: Conselho amplia uso de inteligência artificial na fiscalização com novo modelo de análise de DECORE

Publicado em 19/08/2026 17:00 · por Karin Oliveira - Comunicação · 139 visualizações

Nova etapa do Programa combina inteligência artificial e revisão humana para tornar a fiscalização mais ágil, inteligente e efetiva, preservando a decisão técnica dos fiscais

RESUMO: O CRCPR implantou um novo modelo de análise das DECOREs, que combina inteligência artificial e revisão humana para aprimorar a fiscalização profissional. Integrada ao Programa CRCPR Smart, a iniciativa amplia a capacidade analítica da equipe, prioriza casos com maior risco e fortalece a segurança dos procedimentos. A medida contribui para tornar os processos mais eficientes, rastreáveis e alinhados às demandas da profissão contábil e da sociedade.

O Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR) dá mais um passo em sua estratégia de transformação digital com a implantação de um novo modelo de análise das Declarações Comprobatórias de Percepção de Rendimentos (DECOREs). A iniciativa integra o Programa CRCPR Smart e utiliza inteligência artificial aliada à revisão humana para aprimorar os processos de fiscalização, aumentar a capacidade analítica da equipe e fortalecer a efetividade das ações fiscalizatórias.

Baseado em automação e inteligência artificial, o Programa CRCPR Smart foi desenvolvido para promover a modernização dos processos internos do Conselho, ampliar a eficiência operacional e apoiar as atividades institucionais de forma estratégica. A proposta prevê a expansão gradual da tecnologia para diferentes áreas da entidade, contribuindo para uma gestão mais integrada, ágil e orientada por dados.

"O CRCPR Smart representa um modelo de gestão apoiado em tecnologia e inteligência artificial. A proposta é expandir gradativamente sua utilização para outras áreas do Conselho, promovendo automação, integração de informações e maior eficiência nos processos institucionais. Com essa iniciativa, o CRCPR reforça seu compromisso com a inovação, a modernização da gestão e o fortalecimento da fiscalização profissional, utilizando recursos tecnológicos para oferecer respostas mais ágeis, precisas e eficientes às demandas da profissão contábil e da sociedade", enfatizou o presidente do CRCPR, Everson Breda Carlin.

Novo modelo combina tecnologia e expertise técnica

A nova etapa de implementação do programa é voltada à análise das DECOREs e foi estruturada com base em duas frentes complementares de atuação: inteligência artificial e revisão humana.

Na primeira etapa, a inteligência artificial realiza a recepção dos documentos, classifica as informações conforme a natureza dos rendimentos declarados, analisa os comprovantes apresentados e aplica automaticamente os roteiros de verificação correspondentes a cada tipo de renda. A ferramenta também executa uma triagem inicial, identificando possíveis inconsistências e atribuindo um grau de risco para cada caso.

Com base nessa avaliação, os processos que demandam maior atenção passam a ser priorizados pela fiscalização. Além disso, o sistema disponibiliza dashboards, relatórios e gráficos gerenciais que proporcionam ampla visibilidade sobre as análises realizadas e o andamento das etapas do processo.

Já na segunda frente de atuação, os fiscais do CRCPR revisam, validam e complementam as informações apontadas pela inteligência artificial. A decisão final sobre cada DECORE permanece sob responsabilidade da equipe de fiscalização, garantindo o julgamento técnico e a segurança dos procedimentos.

Nos casos que envolvam intimações de profissionais, a revisão humana é obrigatória. Da mesma forma, notificações e autos de infração continuam sendo emitidos exclusivamente pela Inspetoria de Fiscalização.

Ao unir inteligência artificial, análise de risco e expertise profissional, o CRCPR busca ampliar a capacidade de fiscalização, garantir maior rastreabilidade dos processos e transformar dados em informação gerencial qualificada.

Aprendizado contínuo e maior efetividade

Um dos diferenciais do novo modelo é a capacidade de aprimoramento contínuo. As correções e ajustes realizados pelos fiscais podem ser incorporados ao sistema como novas regras de análise, permitindo que a ferramenta evolua com base na experiência acumulada pela própria fiscalização.

"As correções realizadas pelos fiscais podem ser incorporadas ao sistema, criando um ciclo contínuo de aprendizado e aprimoramento. Dessa forma, a tecnologia potencializa a fiscalização sem substituir a responsabilidade e o julgamento humano", explicou o vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina, Michel Melhem.

Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

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