Com remuneração 14,2% menor do que dos homens, mulheres ainda lidam com disparidade salarial em atividades jurídicas, de contabilidade e auditoria

Publicado em 30/04/2026 15:30 · por Helena Michelli Ferreira Romanin

Na área, o salário médio feminina é de R$4.852,08, enquanto o masculina alcança R$5.656,64

No mês de abril, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apresentou o 5° Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios. O documento reúne dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e fornece informações sobre a média salarial e os critérios remuneratórios entre homens e mulheres. No segmento que reúne contabilidade, auditoria e atividades jurídicas, 173 estabelecimentos foram analisados, com mais de 44 mil vínculos no total. Análises apontam que as mulheres recebem, em média, 14,2% a menos que os homens, diferença que supera R$800,00 mensais.

Conforme o relatório, a remuneração média feminina é de R$4.852,08, enquanto a masculina alcança R$5.656,64, representando uma diferença de 14,2%. Foram analisadas ocupações como dirigentes e gerentes; profissionais de nível superior; técnicos(as) de nível médio; serviços administrativos; e atividades operacionais.

Entre os profissionais de nível superior, que inclui contadores e auditores, a remuneração das mulheres representa cerca de 90,2% do salário dos homens. Já em cargos de liderança, a disparidade é menor, representando 89,7% da remuneração masculina. O levantamento também evidencia divisões por raça, mostrando que mulheres negras estão entre as menores remunerações dentro do setor, reforçando que a desigualdade não é apenas de gênero, mas também racial.

5° Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios

O relatório tem caráter nacional e abrange diversos setores da economia, considerando aproximadamente 53 mil empresas com cem ou mais empregados, comparando dados referente aos anos de 2023 e 2025. Ainda, as informações foram organizadas a partir das categorias de homens — subdivididos em negros e não negros — e mulheres, também segmentadas da mesma forma, em âmbito nacional. Ao todo, foram considerados aproximadamente 19,3 milhões de vínculos empregatícios, dos quais 41,4% correspondem a mulheres. Além disso, a pesquisa aponta que a remuneração masculina é, em média, 21,3% superior à feminina.

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