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Pólos de desenvolvimento

Curitiba, 28 de julho de 2011.
Já notamos que o número de brasileiros que iam tentar a vida fora do país vem diminuindo sensivelmente. Reflexo da crise internacional, mas também seguramente porque o Brasil está ingressando em um estágio de razoável estabilidade econômica e social. Por essa segunda razão, notamos ainda a queda de intensidade dos fluxos demográficos dentro do próprio país – o que o IBGE vem confirmar: Houve redução, nos últimos cinco anos, de cerca de 800 milhões de pessoas.

Regiões, como a nordestina - que somente para o Sudeste mandou um milhão de pessoas, de 95 a 2000 -, estão conseguindo reter mais suas populações. A explicação, além do Bolsa-Família, é o surgimento de novos pólos de desenvolvimento em vários estados da região; e sem esses o programa do governo não iria longe.

O mesmo fenômeno, observamos internamente no Paraná. Em nosso estado, acompanhamos de perto o nascimento e o crescimento de atividades nos ramos sucroalcooleiro, da fruticultura, de confecções, mobiliário, têxtil, sericultura, da agroindústria e industrial. Regiões que por muito tempo vagaram em busca de uma vocação hoje seguem confiantes. Casos, por exemplo, de Loanda, fabricando torneiras, e Cianorte, confecções. Sabemos até de famílias fazendo o caminho de volta da capital para o interior, graças à oferta de oportunidades em sua cidade de origem. Reflexo de concentração econômica e social prolongada, no entanto, a disparidade da renda ainda é gritante no estado: a média é de R$ 876, mas em Curitiba atinge R$ 1,5 mil e em Laranjal e Doutor Ulysses apenas R$ 325. Mais que incentivo, algumas regiões carecem de um verdadeiro plano de salvação.

Mas se comemoramos esses florescimentos, na sua maior parte urbanos, o mesmo não acontece no campo, de onde a população continua fugindo em grandes levas, inchando as cidades grandes. Confirmando a tendência, o Censo Escolar revela redução de 29% no número de escolas rurais: de 117.164 no ano 2000 para 83.036 em 2009. No Paraná, queda ainda mais acentuada: de 3.062 para 1.715 – 44%. Muitas mudaram o status para urbana, é verdade, mas, de qualquer modo, a área rural perdeu, em todo o país, 10% da sua gente de 2000 e 2009.

Está certa a presidente Dilma quando destaca o papel dos pequenos produtores rurais, que são maioria – 70%. A agricultura familiar gera 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e 24% da renda agropecuária, empregando 74% da mão de obra do setor. Mas enquanto os pequenos têm este ano à disposição créditos no valor de R$ 16 bilhões, a agricultura comercial conta com R$ 107,2 bilhões.

Uma família que larga tudo em determinado lugar, muitas vezes rompendo com as suas raízes, sua cultura, mudando-se para outras terras, enfrentando tantas e tantas incertezas, não toma essa decisão por espírito de aventura, mas por força das circunstâncias. É porque não encontra perspectivas aí. Esse desgaste, tanto para ela quanto para o país, poderia ser minimizado com a intensificação de políticas regionais de desenvolvimento econômico e social.

Contador Paulo César Caetano de Souza
Presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Paraná


 

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